terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Paulo Cunha lança livro sobre cinema no Recife entre 1930 e 1964

"A Imagem e seus Labirintos: o cinema clandestino do Recife, 1930-1964" é o título do livro que o professor Paulo Carneiro da Cunha Filho lança nesta terça-feira (18/02), às 16h, no hall da Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária, Recife. O ensaio é resultado de uma pesquisa financiada pelo CNPq e para a sua publicação teve o incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura.

O livro relata as transformações da experiência cinematográfica na cidade entre a Revolução de 1930 e o golpe de 1964, quando o Ciclo do Recife entrou em decadência e a produção de longas foi praticamente suspensa em Pernambuco. "Embora a historiografia considere que foi uma fase pobre do ponto de vista cinematográfico, o ensaio pretende mostrar que a relação do Recife com o cinema continuou intensa nesse período, apenas alterando os modos da experiência", afirma Paulo Cunha.

Entre os temas que são abordados no livro, estão a crítica filosófica de Evaldo Coutinho e a influência recebida por ele da revista carioca O Fan; a produção de O coelho Sai (o primeiro longa sonoro realizado em Pernambuco); a polêmica filmagem de O Canto do Mar, de Alberto Cavalcanti; a atividade dos cineclubes nos anos 1950, sobretudo o Vigilanti Cura; a primeira geração cinéfila do Recife, com os intelectuais Jomard Muniz de Britto, José Luis Libonati e Orman de Freitas; as visitas ao Recife de Orson Welles, Rossellini e Glauber Rocha.

"Estamos publicando no livro depoimentos muito importantes de Valdir Coelho, que foi o responsável pelo Cineclube Vigilanti Cura, de Jomard Muniz de Britto e de José Luis Libonati", informa Paulo Cunha. "Alem disso, trazemos textos muito importantes dos anos 1960, como a crítica do filme acossado, de Godard, por Orman de Freitas, cruciais para perceber como o que aconteceu entre 1930 e 1964 está ligado ao que se faz atualmente no cinema de Pernambuco".

"A Imagem e seus Labirintos: o cinema clandestino do Recife, 1930-1964" publica ainda muitas imagens do Recife e das pessoas que criaram e participaram da comunidade de afetos que administrou o encerramento do Ciclo do Recife (1923-1931) e passou a construir novos modos de relação entre a cidade e o cinema. "São essas pessoas que estabelecem os elos que vão ligar o cinema dos anos 1920 ao brilhante cinema pós-retomada do Recife", conclui Paulo Cunha.

Serviço
Lançamento "A Imagem e seus Labirintos: o cinema clandestino do Recife, 1930-1964", de Paulo Cunha
Data: Terça-feira, 18 de fevereiro
Horário: 16 horas
Local: Hall da Biblioteca Central da UFPE - Avenida dos Reitores, Cidade Universitária, Recife.

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