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| Sede do Clube Vassourinhas de Olinda, no Largo do Amparo, continua interditada (Foto: Luna Markman/ G1) |
O presidente explicou que o clube desfilou no Carnaval de 2011, prestou contas à Prefeitura de Olinda e recebeu os cachês. Em 2012, foram cinco apresentações e, na nova prestação de contas, descobriu que a gestão municipal não poderia fazer o pagamento porque o Ministério Público de Pernambuco encontrou irregularidades na prestação de contas do ano anterior.
O documento, enviado à Secretaria de Patrimônio e Cultura, dizia que a Prefeitura não podia fazer convênio com o Vassourinhas por essas pendências. “O problema é que deram um novo prazo para a gente prestar contas e eu não consegui cumpri-lo, por isso, continuamos sem receber o dinheiro”, disse.
Erivelto informou que o clube tem a receber do governo municipal R$ 55 mil. Segundo o presidente, o Vassourinhas sempre faz empréstimos para arcar com os desfiles e, após receber o pagamento da Prefeitura, quita os débitos. Como não entrou verba no caixa, o clube resolveu não fazer novas dívidas este ano.
A interdição da sede do Vassourinhas, que fica no Largo do Amparo, na Cidade Alta, também afetou a receita do clube. De acordo com Erivelto, o espaço foi fechado em 2011 pela Defesa Civil do município por falta de tratamento acústico. O barulho das festas incomodava os vizinhos. Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) permite que a orquestra e o grupo de passistas continuem os ensaios.
O presidente informou que o governo estadual, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), aprovou um projeto de reforma e tratamento acústico, mas as obras não começaram porque é necessária a escritura do imóvel, documento que o Vassourinhas não possui. “Esse terreno foi doado por uma admiradora do clube, há muitos anos, e nunca se preocuparam em regularizá-lo. Ainda vamos entrar na Justiça por usucapião”, disse.
Outra problemo que o presidente aponta é que não é fácil encontrar patrocinadores particulares para apoiar a agremiação. “Primeiro, nós somos um clube de fantasias, não temos onde colocar as marcas que as empresas pedem. Depois, não podemos pegar patrocínios que conflitem com os que a Prefeitura arranja para bancar o Carnaval da cidade”, comentou.
Falta de segurança
Por meio de nota, a Prefeitura de Olinda informou que a sede do Vassourinhas encontra-se interditada pela Defesa Civil, Secretaria de Planejamento e Controle Urbano do município e Ministério Público pela constatação de que o local não oferece condições de segurança essenciais. Salientou também que o desfile aberto do clube não está proibido.
O governo ainda esclareceu que o clube precisa cumprir com as comprovações de regularidade, conforme recomenda a Lei 866/93, para receber seus recursos. Nenhuma instituição pública pode fazer repasse a instituições sem regularidade fiscal.

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