Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, encontraram uma
natureza exuberante e um povo nativo muito diferente do europeu.
Como
acreditavam ter chegado à Índia, que era o destino de sua viagem,
apelidaram este povo de índio. Para os colonizadores europeus, todos os
nativos eram índios. Essa generalização proposital favoreceu a dominação
destes povos. Na verdade existiam muitas nações, etnias e grupos
diferentes. Estes grupos formavam um universo completamente heterogêneo,
disputavam territórios, e possuíam cultura e idiomas próprios.
No
início, os europeus se aproveitaram desta diversidade e usaram o índio
como aliado. Porém, logo decidiram torná-lo escravo e, nesta luta,
inúmeras populações foram praticamente dizimadas.
Segundo a
Fundação Nacional do Índio (FUNAI), no Brasil vivem hoje cerca de 345
mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas. Estes números
representam cerca de 0,2% da população brasileira.
Estes dados
referem-se apenas àqueles indígenas que vivem em reservas. De acordo com
a FUNAI, há estimativas de que um número entre 100 mil e 190 mil vivam
hoje fora das aldeias indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também
indícios da existência de aproximadamente 53 grupos ainda não
contatados.
O Dia do Índio foi instituído em 1940, durante o I
Congresso Indigenista Interamericano, no México. No Brasil, a data
passou a valer a partir de 1943, por decreto do então presidente Getúlio
Vargas, depois da insistência do Marechal Cândido Rondon, um dos
primeiros a se preocupar com essa questão no país.
A realidade
indígena hoje é diferente de quando eles eram os donos desta terra.
Obrigados a viver em áreas cada vez menores, os índios foram,
gradativamente, perdendo seus hábitos e costumes. O contato com o homem
branco contribuiu para essa aculturação, além de trazer doenças e outros
males para dentro das aldeias. Muitos índios buscaram fugir da miséria
migrando para os grandes centros urbanos. Mas, vítimas de preconceito e
sem conseguir se integrar, transformaram-se em indigentes. Um triste
jogo de palavras que em nada lembra os tempos gloriosos de guerreiros e
caçadas.

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