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| Apesar de parecer azulejo, pinturas foram feitas em papel machê. (Foto: Divulgação / Secult PE) |
As obras foram feitas a pedido do Museu, em uma releitura da azulejaria das igrejas barrocas encontradas em Pernambuco, mas também em Minas Gerais e na Bahia. Com isso, anjos e santos têm as suas faces geometricamente desenhadas, sobretudo olhos e narizes. “A pesquisa, os santos juninos em si, entendê-los, o significado de cada um, foi o mais fascinante desse trabalho”, acredita Difhá.
A técnica usada é uma das coisas que costuma ser chamar a atenção de quem vê. “É um trabalho ‘limpo’, consciente. Na verdade, o papel que a gente usa é resgatado. É uma placa que lembra o azulejo”, explica o artista, que ressalta a importância do trabalho em equipe com a artista plástica Ana Albuquerque. “Eu não trabalho sozinho, nós pesquisamos juntos. A técnica que uso, em si, é um trabalho diário, faz parte da história da gente, pintando anjos em igrejas”, diz Dhifá.
Trabalhando já há 12 anos na cena pernambucana, Dhifá se encantou com a história dos santos retratados. “O período junino é de festa, mas também é um ciclo religioso, que começa com São José e vai até Sant’Anna. É isso que esse trabalho quer mostrar, a história dos santos, como elas se entrelaçam”, conta o artista.
Serviço:
Museu Regional de Olinda (Mureo) - Rua do Amparo, 128, Olinda/PE
De 12 de junho a 29 de julho, de 9h às 17h (terça a Sexta), e das 14h às 17h (sábados e domingos)
Informações: (81) 3184.3159
Entrada franca

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