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Lula Dantas (à direita), do ponto de cultura Associação do Culto Afro-Itabunense. (Foto: Divulgação) |
"Começamos em 1987, reunindo grupos culturais de comunidades negras que não tinham oportunidade de desenvolver seus trabalhos. Ao nos transformarmos em Ponto de Cultura, em 2008, conseguimos ampliar nosso trabalho e levar arte e cultura para nossa comunidade e para escolas públicas de nossa cidade", afirma Dantas.
Outro trabalho que garantiu visibilidade ao Ponto de Cultura foi o mapeamento dos terreiros de Itabuna. "Esse projeto foi muito importante para que nos tornássemos mais conhecidos, e hoje tenho assento em diversos conselhos e fóruns municipais, estaduais e nacionais ligados à cultura, entre eles o Colegiado Setorial de Cultura Afrobrasileira e o Conselho Nacional de Pontos de Cultura", conta Lula Dantas.
Atualmente, existem cerca de quatro mil Pontos de Cultura distribuídos por mais de mil municípios de todas as unidades da federação, onde desenvolvem ações culturais de forma continuada em suas comunidades. Até 2020, o Plano Nacional de Cultura prevê que serão quize mil pontos em todo o país. Para chegar a esse número, o ministério conta com o apoio de estados e municípios na gestão e execução do programa, que em seu novo modelo passa a reconhecer grupos e coletivos sem personalidade jurídica que realizem atividades culturais em suas comunidades, mudança que incluirá comunidades quilombolas e indígenas e grupos de cultura popular e tradicional.
O ano de 2014 foi marcante para o programa. O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que institui a Política Nacional de Cultura Viva. A nova legislação – que transforma o programa em política de Estado – aguarda sanção.
Esta é a primeira de uma série de matérias sobre o programa Cultura Viva, uma homenagem do Ministério da Cultura à atuação dos Pontos de Cultura nas diversas regiões do país e suas realizações.
Alessandro Mendes
Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura
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