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| Projeto de Thiago França expõe registros cotidianos através de janelas. |
A ação indica uma abordagem alternativa para que os moradores e visitantes repensem a relação com o meio, na tentativa de despertar uma maior intimidade com os lugares por vezes hiperfrequentados. Mas que não existem afinidades, nem identificação nas suas linhas de força e de intervenção nos processos dinâmicos e complexos do dia a dia.
Segundo o artista, a arte cresce em meio a uma banalização que coexiste com uma hipervalorização. Situação equivalente a do lixo. Ao tempo em que não se sabe mais o que fazer com tanto, esse se torna cada dia mais explorado. “Este projeto é a união destes conhecimentos. Realizar uma exposição, a céu aberto, no meio urbano, utilizando materiais que são ao mesmo tempo banais e valiosos, mostrar que qualquer um é capaz de se expressar, de modificar o espaço ao seu redor e de abrir uma janela em um lugar remoto”, explica Thiago.
Toda iniciativa conta com o incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).
Sobre o artista
Thiago França é fotógrafo, nasceu no Recife e viveu 17 anos no Acre. Retornou a cidade natal há 6 anos e vem fotografando o cenário Pernambuco por todo esse tempo. Em seu trabalho busca uma reflexão sobre a relação entre o cidadão contemporâneo – que a cada dia é mais frenético – e o meio em que vive. Ultimamente vem dedicando-se a seus próprios trabalhos, experimentando o uso da fotografia em diferentes linguagens e, paralelamente, o reaproveitamento de materiais descartados no lixo, principalmente madeira.

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